PDRN e regeneração da pele:
O que a ciência já permite dizer
A pele pode parecer cansada mesmo quando os traços continuam em harmonia. Textura irregular, perda de viço e linhas finas pedem uma leitura que vá além do volume.
O PDRN (polidesoxirribonucleotídeo) é um composto derivado de fragmentos de DNA estudado por sua participação em processos de reparação dos tecidos. Na estética, seu interesse está na possibilidade de melhorar a qualidade da pele de forma gradual, respeitando a expressão e as características de cada rosto.
Estudos clínicos com PDRN e polinucleotídeos apontam resultados promissores para textura, hidratação e elasticidade. Mas os protocolos variam, as amostras ainda são pequenas e os resultados não são iguais para todas as pessoas. Regeneração, aqui, não significa criar uma pele nova nem reverter biologicamente o envelhecimento.
Por isso, a pergunta mais importante não é “qual ativo está em alta?”, e sim: o que esta pele precisa agora? Uma avaliação individual considera o estado da barreira cutânea, a qualidade dérmica, o histórico de tratamentos e os objetivos de cada paciente. O PDRN pode integrar um planejamento por etapas quando houver indicação; fotoproteção e cuidados diários continuam fundamentais.
Na minha prática, tecnologia só faz sentido quando encontra um diagnóstico preciso. O melhor resultado é aquele que melhora a qualidade da pele sem apagar a identidade de quem a habita.
Dra Kenya De Melo | Cirurgiã-dentista · CRO-RJ 38580